<T->
          Alegria de Saber
          Portugus -- 3 srie
          Ensino Fundamental
          
          Anina Fittipaldi
          Maria de Lourdes
          Lucina Maria Marinho Passos

          Impresso em 3 partes na 
          diagramao de 28 linhas de 34 caracteres.
          
          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (21) 3478-4400
          Fax (21) 3478-4444
          E-mail:~,ibc@ibc.com.br~,
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --

<P>
          Copyright Anina Fittipaldi,
          Maria de Lourdes e
          Lucina Maria Marinho Passos

          ISBN 85-262-5293-3

          Direo adjunta editorial:
          Aurelio Gonalves Filho
          Responsabilidade editorial:
          Suely Yukiko Mori Carvalho
          Roberta Lombardi Martins
          Edio:
          Rita Narciso Kawamata
          Ana Luiza Couto
          Assistente editorial:
          Lidiane Vivaldini Olo

          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Av. Otaviano Alves de Lima, 4400 -- 6 andar
          e andar intermedirio Ala B
          Freguesia do  -- 
          Cep 02909-900 
          So Paulo -- SP
          Tel.: (11) 3990-1810
          ~,www.scipione.com.br~,

                                I
Sumrio

<R+>
<F->
Segunda Parte

Unidade 4

Do lugarejo...  cidade 
  grande

 Uma atividade diferente ::: 111  
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 116  
 "De lugarejo a cidade 
  grande", Mundo da criana   
 Seguindo as pistas do texto  
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 119  
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 122 
 Na ponta da lngua :::::::: 123  
 Divertimento :::::::::::::: 124  
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 124  
 Fotos   
 Trabalhando a oralidade ::: 126  
 Agora voc escreve :::::::: 127  
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 128  
 "Cimento armado", Paulo 
  Bonfim  
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do texto   
 Divertimento :::::::::::::: 130  
 Texto do dia-a-dia :::::::: 131  
 Agora voc escreve :::::::: 132  
 Avaliando o texto   
 Texto dialoga com texto ::: 134  
 Agora voc escreve :::::::: 138  
 Avaliando o texto   
 Roda de leitura ::::::::::: 140  
 Divertimento :::::::::::::: 143  
 Detalhe puxa detalhe :::::: 145  
 Agora voc escreve :::::::: 147  
 Avaliando o texto   
 Uma atividade diferente ::: 148  

Unidade 5

Tela... telinha...

 Uma atividade diferente ::: 151  
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 152  
 "Cartaz", Revista Programa 
 Seguindo as pistas do texto   
 Divertimento :::::::::::::: 156 
<p>
                            III 
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 156  
 "Bruxa Onilda e o 
  computador", Roser 
  Capdevila e Enric 
  Larreula   
 Seguindo as pistas do texto
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Trabalhando a oralidade ::: 160  
 Na ponta da lngua :::::::: 161  
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 162  
 Agora voc escreve :::::::: 163  
 Avaliando o texto   
 Roda de leitura ::::::::::: 164  
 Texto do dia-a-dia :::::::: 170  
 Divertimento :::::::::::::: 172  
 Detalhe puxa detalhe :::::: 174  
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 176  
 "Liga-desliga", Camila 
  Franco, Jarbas Agnelli e 
  Marcelo Pires   
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Trabalhando a oralidade ::: 182  
 Divertimento :::::::::::::: 182  
 Agora voc escreve :::::::: 184  
 Avaliando o texto   
 Na ponta da lngua :::::::: 185  
 Divertimento :::::::::::::: 187  
 Uma atividade diferente ::: 188  

Unidade 6

Vivendo o folclore

 Uma atividade diferente ::: 191  
 Vamos ler 1 :::::::::::::: 194  
 "A lenda da Iara", Maria 
  Thereza Cunha Gicomo   
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Texto dialoga com texto ::: 200  
 Na ponta da lngua :::::::: 206  
 Ateno  fala e  
  escrita :::::::::::::::::: 207  
 Roda de leitura ::::::::::: 208  
 Curiosidade ::::::::::::::: 211  
 Vamos ler 2 :::::::::::::: 215  
 "O casamento" e "A 
  quadrilha", Revista Nova 
  Escola   
 Seguindo as pistas do texto 
<p>
                               V  
 Discutindo as idias do 
  texto   
 Detalhe puxa detalhe :::::: 221  
 Trabalhando a oralidade ::: 223  
 Agora voc escreve :::::::: 225  
 Avaliando o texto   
 Divertimento :::::::::::::: 225  
 Detalhe puxa detalha :::::: 226  
 Vamos ler 3 :::::::::::::: 227  
 "O Jurupari", Marcelo 
  Xavier   
 Seguindo as pistas do texto   
 Discutindo as idias do  
  texto   
 Agora voc escreve :::::::: 231  
 Avaliando o texto   
 Curiosidade ::::::::::::::: 232  
 Agora voc escreve :::::::: 234  
 Avaliando o texto   
 Uma atividade diferente ::: 235
<F+>
<R->



<p>
<91>
<Tale. saber 3 srie>
<T+111>
Unidade 4

Do lugarejo...  cidade grande

  Nesta unidade voc vai viajar sem sair do lugar!
  Vai trocar idias sobre sua cidade, outras cidades... vrios lugares!
  Vai tambm conhecer diversos tipos de correspondncia e a situao em que cada uma deve ser usada.
  At l!

<92>
Uma atividade diferente

  Toda cidade, mesmo que seja pequena e parea muito simples,
tem seu encanto, sua beleza, algo interessante e atraente.

<R+>
 1 Observe este
folheto.

_`[{vista de parte da cidade com seu casario colorido e uma 
  igreja.
  Abaixo da ilustrao l-se o texto a seguir_`]
 Servios inclusos
  Passagem area de ida em modernos jatos da TAM/VASP/GRUPO VARIG.
  Transporte do aeroporto ao hotel e do hotel ao aeroporto.
  Hospedagem em hotis confortveis e bem localizados. Consulte o descritivo dos hotis e escolha o mais adequado.
  Caf da manh incluso em todos os hotis.
  Passeio panormico de 3 horas, com destaque para as principais praias urbanas, desde o Farol da Barra at a Lagoa do Abaet.
  Completa estrutura turstica, com equipe exclusiva para atendimento aos passageiros.
  Bolsa de viagem.
<p>
Dicas locais

Salvador est rodeada de lindas 
  praias e paisagens 
  deslumbrantes. Algumas dicas 
  de passeios no includos

 Bahia Histrica: passeio que destaca o rico acervo cultural e histrico de Salvador com muitas igrejas, museus, monumentos e o Pelourinho, patrimnio histrico da humanidade, totalmente restaurado.
 Bahia  Noite: shows folclricos que apresentam danas, msicas e a religiosidade tpica da Bahia. Aproveite para degustar a deliciosa culinria baiana.
 Passeio s Ilhas: navegando pela Baa de Todos os Santos, alcana-se a paradisaca Ilha dos frades, com parada para banhos de mar e explorao da ilha. Em seguida, navega-se at a Ilha de Itaparica, uma das mais bonitas do litoral baiano.
 Litoral Norte: pela conhecida Estrada do Coco avista-se praias de beleza indescritvel, com destaque especial  Praia do Forte, conhecida internacionalmente.
 Morro de So Paulo: esta ilha  a mais nova sensao da Bahia. So praias paradisacas onde as pessoas convivem em harmonia com a natureza.
 Mangue Seco: atravs da Linha Verde, chega-se a Mangue Seco, onde se desfruta de inesquecveis passeios de bugguy pelas dunas e impressiona-se com a beleza natural da terra de Tieta do Agreste, conhecida no mundo todo.
<R->

  Converse com
seus colegas:
  Como so as
imagens? O que elas
retratam? Como
voc descreveria a
cidade, a partir das
informaes que o
folheto traz?
  H algum texto
complementando as
ilustraes? 
explicativo? 
detalhado ou
resumido?
<p>
<R+>
 2 Com base no folheto, criem um outro para divulgar o que sua
cidade tem de melhor.
  Mos  obra!!!
<93>
 a) Forme um grupo de trabalho.
 b) Converse com os colegas sobre o que h de interessante em sua
cidade: belezas naturais, festas populares, vida cultural, moradores
ilustres, importncia econmica etc.
 c) Anote essas informaes e rena fotos, gravuras ou desenhos de
sua cidade.
 d) A seguir, selecione o material e elabore o folheto.

 1 etapa: divida uma folha
de cartolina tamanho
ofcio ao meio.
 2 etapa: cole na parte da
frente, que ser a capa, as
imagens ou desenhe as
atraes de sua cidade que
sero divulgadas.
 3 etapa: na parte interna, escreva
um pequeno texto com informaes
sobre essas atraes (se for um lugar,
descreva o que h de interessante
nele e como chegar a ele).

3 Agora, mostre o folheto de seu grupo para a classe. Depois,
organizem um mural no corredor ou no ptio de sua escola, para
expor todos os folhetos produzidos.
<R->

  Esse trabalho poder ajudar muitas pessoas de sua cidade a
conhec-la melhor.

<94>
Vamos ler 1

  Voc j parou para pensar na origem das cidades, como se formaram e
se desenvolveram?
  E as palavras *lugarejo* e *cidade*, significam a mesma coisa? Voc
consegue diferenciar um lugarejo de uma cidade?
  Leia com ateno o poema a seguir.
<p>
<R+>
De lugarejo a cidade grande

 As cidades grandes de hoje
 j foram bem pequenas.
 As pessoas moravam em casas.
 No havia edifcios de apartamentos.
 Atrs das casas, nos quintais,
 ficavam as cocheiras, onde eram guardados
 os cavalos e as carruagens.
 No havia garagens... nem automveis!

 Quando as pessoas queriam gua,
 para beber ou se lavar,
 iam busc-la em poos abertos no quintal.
 No havia gua encanada nas cidades!

 Em pouco tempo voc poderia
 atravessar a p uma cidade pequena:
 havia poucas casas, poucas ruas,
 e todas as lojas ficavam numa rua s,
 chamada rua principal.

 Hoje as cidades grandes tm muitas ruas,
 com quarteires e mais quarteires de lojas.
 Essas cidades so to grandes,
 que para ir de um ponto a outro,
 as pessoas precisam de nibus, trens ou carros,
 e s vezes at de helicpteros!

*Enciclopdia Mundo da criana*. Rio de Janeiro: Delta, 1997. v. 7.
<R->

<95>
Seguindo as pistas do texto

  *Descrever*  apresentar detalhes,  fotografar com palavras.
Algum descreve quando apresenta uma pessoa, uma coisa ou uma
situao com palavras, relatando suas partes, caractersticas e
qualidades.

<R+>
 1. Voc acha que o poema De lugarejo a cidade grande faz uso
somente da descrio? Por qu?

 2. No poema h quatro estrofes. Identifique:
 a) a estrofe que descreve somente a cidade grande.
 b) a estrofe que descreve apenas o lugarejo.

Discutindo as idias do texto

 1. Voc pode afirmar que o poema
compara o lugarejo  cidade?
Por qu?
 2. Que idia sugerem as aspas na
expresso rua principal?
 3. Em sua opinio, as grandes cidades
acabaram totalmente com os
lugarejos?
<R->

<96>
Detalhe puxa detalhe

  Para descrever, temos de ser bons observadores. Por isso,  importante
estar atento aos detalhes.
  Que tal testar sua capacidade de observao?
  Voc vai ler um texto em que predomina a descrio. Fique atento!

  Era uma vez uma cidadezinha, dessas muito antigas.
Pequena, mal tinha umas cinco ruas meio tortas e
desencontradas. As casas, nessas ruas,
eram quase todas baixinhas. No meio
delas uns dois sobrados, o casaro da
escola e o outro casaro muito feio,
com janelas gradeadas, onde ficava a
cadeia.
  Mas a graa daquela
cidadezinha era a igreja, que a
gente at podia chamar de
igrejinha. Ficava no alto do
morro, toda branca, de portas
azuis, parecia leve, muito
linda. Talvez por causa da
igrejinha no morro, a cidade
ganhou o nome de Morro
Lindo. A igrejinha  que era
linda, mas o morro ficou com
a fama.

<97>
<p>
  E no era dessas igrejas importantes,
paredes de pedra, com as torres
apontando para o cu. Tinha as
paredes caiadas, era muito simples,
quadradinha, com uma torre tambm
quadrada. E, bem debaixo do telhado
da torre, no campanrio, ficava o sino.

<R+>
Rachel de Queiroz. Andira. So Paulo: Siciliano, 1992.

 1. Troque idias com um colega.
 a) Ao descrever a cidade, a escritora usou, no texto, um jeito muito
afetivo ou foi bem objetiva?
 b) Como voc justifica o uso de tanto sentimento nas descries?
 c) Faa uma lista de palavras do texto que indicam afetividade.
 d) Discuta com um colega o significado da terminao -inho ou -inha em
algumas dessas palavras.
<p>
Ateno  fala e  escrita

 1. Observe:
 rapaz -- rapazinho asa -- asinha cidade -- cidadezinha
  Que alterao a terminao -inha provoca nessas palavras?
<98>
 2. Explique a escrita das letras *s* e *z* nessas palavras.
 3. Junte -inho ou -inha s palavras abaixo e forme novas palavras:
 casa -- voz -- lpis -- chapu
<R->

  Usamos o diminutivo para indicar diminuio, afeto ou desprezo.

<R+>
 4. Procure em jornais e revistas palavras que estejam no diminutivo.
  Separe-as em grupos, de acordo com as situaes que voc viu acima.
  Confira com a classe e converse com o professor:
 a) Todas as palavras apresentam a mesma terminao para formar o
diminutivo?
 b) Ao receberem essa terminao, as palavras sofrem alguma mudana
na escrita?
 c)  possvel estabelecer algumas regras para a formao do diminutivo?
<R->

<99>
Na ponta da lngua

  No texto de Rachel de Queiroz, alguns substantivos aparecem com a
terminao -inha/-inhas. Veja:
 cidadezinha -- igrejinha
  Voc j sabe que essas terminaes indicam diminuio e afetividade
ou desprezo. Agora, observe o substantivo:
 lugar + ejo = lugarejo

<R+>
 1. O que a terminao *ejo* indica?

 2. Escreva qual  o resultado destas somas:
 a) casa + ebre = ..... 
 b) barba + icha = ..... 
 c) esttua + eta = .....

 3. Pesquise, em uma gramtica, outras terminaes de diminutivo.
Anote-as.
<R->

Divertimento

  Observe a ilustrao e indique quatro erros cometidos na representao das imagens do texto de Rachel de Queiroz.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Confira com um colega. Vocs acertaram?

<100>
 Vamos ler 2

  Observe estas fotografias e depois responda.

<R+>
_`[{uma grande avenida com o cho de terra, ladeada por muitas
rvores, uma igreja e poucas casas_`]
  Legenda: Vista da Avenida
Paulista, So Paulo, SP,
em 1900.

_`[{uma grande avenida asfaltada, ladeada por muitos prdios,
arranha-cus e torres de transmisso de rdio, TV, etc. Muitos
veculos circulam por ela_`]
  Legenda: Vista area da Avenida
Paulista, So Paulo, SP,
em 2002.
<R->

<R+>
 1. As duas fotos so do mesmo lugar?
 2. Que modificaes voc observa da foto 1 para a foto 2?
 3. Essas modificaes foram causadas pela prpria natureza ou o homem
foi o responsvel por elas?
 4. Voc acha que essas modificaes melhoraram ou pioraram a
qualidade de vida dos moradores dessa cidade? Justifique.
<R->

<101>
Trabalhando a oralidade

  Com seus colegas e o professor, organize uma entrevista sobre sua cidade.
  Convidem, para ser entrevistado, algum que conhea bem a cidade:
sua histria, suas curiosidades e seus problemas. Divulguem na escola o dia
e o horrio da entrevista.
  Preparem perguntas interessantes que vocs gostariam de fazer ao
convidado.

Sugestes
<R+>
 a) A histria da cidade: quando e como surgiu, quem a fundou, de
onde vieram os primeiros moradores, como era antigamente,
que modificaes sofreu, quais foram os acontecimentos
importantes da histria do lugar etc.
 b) Curiosidades: locais misteriosos, histrias fantsticas, pessoas
curiosas, artesos conhecidos, artistas famosos etc.
 c) Principais servios: como so os servios de energia, gua, sade,
habitao, educao, transporte, segurana etc.
<R->

  Com base nos tpicos acima, voc e seus colegas vo elaborar oralmente
as perguntas. O professor anotar cada pergunta no quadro-de-giz para que a
classe as copie. Depois,  s aguardar o entrevistado!

<R+>
Agora voc escreve

 1. Anote tudo o que voc aprendeu na entrevista.
  A seguir, faa um relatrio.
<R->

  *Relatrio*  a descrio oral ou escrita do que foi visto, ouvido ou observado.

<102>
  Em seu relatrio, descreva:
<R+>
 a) o objetivo da entrevista;
 b) os assuntos mais importantes abordados pelo entrevistado;
 c) o que voc aprendeu na entrevista, do que gostou e do que no
gostou.
<R->
  Depois de pronto, afixe seu relatrio no mural da classe, para que
todos os colegas o leiam e verifiquem o que voc aprendeu.

Vamos ler 3

  Cimento, bate-estaca, ao, concreto...  o progresso chegando?
  O poema a seguir fala disso.

<R+>
Cimento armado

 Batem estacas no terreno morto,
 No terreno morto surge vida nova.
 As goiabeiras do velho parque
 E os roseirais, abandonados,
 Sero cortados
 E derrubados.

 Um prdio novo de dez andares,
 Frio e cinzento,
 Ter seu corpo de cimento armado
 Enraizado no velho parque
 De goiabeiras
 De roseirais.

 Batem estacas no terreno morto. (...)

Paulo Bonfim. In: Alda Beraldo.
*Trabalhando com poesia*. So Paulo: tica, 1990.

<103>
Seguindo as pistas do texto

 1. As goiabeiras do velho parque
 E os roseirais, abandonados,
 Sero cortados
 E derrubados.

  De acordo com o poema, explique a diferena de sentido entre os
verbos cortar e derrubar.

 2. No terreno morto surge vida nova.
  Esse verso apresenta duas expresses que se opem, isto , que
expressam idias contrrias. Que expresses so essas?
<p>
Discutindo as idias do texto
 
 1. Que tipo de sentimento o poema sugere?
 2. Explique, com suas palavras, o motivo de o poema sugerir essa emoo.
 3. Algumas pessoas acham que as grandes cidades, com prdios enormes e
escritrios por todo lado, indicam o progresso. E para voc, o que  o
progresso de uma cidade? Converse com o professor e com os colegas.
<R->

<104>
Divertimento

  Imagine que voc est morando no ltimo andar de um prdio
construdo recentemente em sua cidade.
  Desse lugar, voc pode enxergar toda a cidade usando binculos.
  Registre o que voc v.
<R+>
 1. Divida uma folha de papel em duas partes:
 a) na primeira parte, descreva um ponto turstico, um lugar bem
bonito de sua cidade;
 b) na segunda parte, descreva uma cena desagradvel que ocorre
em sua cidade e que precisa ser resolvida pela Prefeitura.

 2. Qual das descries serviria para voc entregar a
um turista? Por qu? Converse com o professor.
<R->

<105>
Texto do dia-a-dia

  A maioria das cidades divulga sua beleza para outros pases ou outras
cidades por meio de cartes-postais.
  Voc j enviou ou recebeu cartes-postais? Em que situaes
normalmente eles so enviados?
  Observe o carto-postal abaixo e veja se conhece este lugar.

<R+>
_`[{frente e verso de um carto-postal. Na frente aparece a foto do
elevador Lacerda, em Salvador, na Bahia. Na parte de trs l-se o 
nome do ponto turstico e um resumo sobre ele. H um espao
para a mensagem de quem manda o carto e para se escrever o
nome e o endereo do destinatrio. Existe tambm o local para
colar o selo_`]

 1. Que cidade do Brasil est retratada no carto-postal?
 2. O carto-postal mostra que ponto turstico da cidade?
 3. Quantos lados tem um carto-postal?
 4. Observe o carto-postal e explique o que cada face dele comumente
apresenta.
 5. O carto-postal precisa de envelope para ser enviado pelo correio?
<R->

<106>
Agora voc escreve

<R+>
_`[{para executar as tarefas a seguir, pea orientao ao professor_`]
<R->
<p>
Proposta 1
  Crie um carto-postal de sua cidade e envie para um parente ou
amigo que est distante.

Proposta 2
  Imagine que voc viajou para Braslia. Converse com o professor sobre
essa cidade: onde fica, qual  sua importncia, como surgiu... Procure diferentes fotos dela em livros e
revistas.

  A seguir, prepare um carto-postal de Braslia para enviar a sua casa.
  Ateno com a mensagem e com o endereo, que precisa estar
completo para que o carto-postal seja entregue corretamente.

<107>
<R+>
Avaliando o texto

 1. Como ficou seu carto? Os colegas foram capazes de identificar o local
que voc desenhou?
 2. Sua mensagem foi breve e pessoal?
 3. Voc colocou a data, o nome do destinatrio e fez uma saudao?
 4. Voc se lembrou de assinar e selar o carto-postal? Escreveu o
endereo completo, com CEP?
<R->

Texto dialoga com texto

  H muitos textos que falam sobre as cidades que j existem, mas h
outros sobre cidades ideais.
  Para voc, como seria a cidade ideal? O que haveria de diferente nela?

<108>
<R+>
 A --
 A cidade ideal

cachorro: A cidade ideal dum cachorro
 Tem um poste por metro quadrado 
 No tem carro, no corro, no morro
 E tambm nunca fico apertado

galinha: A cidade ideal da galinha
 Tem as ruas cheias de minhocas
 A barriga fica to quentinha
 Que transforma o milho em pipoca

crianas: Ateno porque nesta cidade
 Corre-se a toda velocidade
 E ateno que o negcio est preto
 Restaurante assando galeto

todos: Mas no, mas no
 O sonho  meu e eu sonho que
 Deve ter alamedas verdes
 A cidade dos meus amores
 E, quem dera, os moradores
 E o prefeito e os varredores
 Fossem somente crianas
 (bis)

gata: A cidade ideal de uma gata
  um prato de tripa fresquinha
 Tem sardinha num bonde de lata
 Tem alcatra no final da linha

<109>
jumento: Jumento  velho, velho e sabido
 E por isso j est prevenido
 A cidade  uma estranha senhora
 Que hoje sorri e amanh te devora

crianas: Ateno que o jumento  sabido
  melhor ficar bem prevenido
 E olha, gata, que a tua pelica
 Vai virar uma bela cuca

todos: Mas no, mas no
 O sonho  meu e eu sonho que
 Deve ter alamedas verdes
 A cidade dos meus amores
 E, quem dera, os moradores
 E o prefeito e os varredores
 E os pintores e os vendedores
 Fossem somente crianas
 Deve ter alamedas verdes
 A cidade dos meus amores
 E, quem dera, os moradores
 E o prefeito e os varredores
 E os pintores e os vendedores
 As senhoras e os senhores
<p>
 E os guardas e os inspetores
 Fossem somente crianas

Enriquez, Bardotti, Chico Buarque.
Para o musical infantil *Os Saltimbancos*.
~,www.chicobuarque.com.br~,. 
  Acesso: 23 nov. 2004.

<110>
 B --
 Uma cidade nova

 Vamos juntos
 Criar uma cidade
 De olhos de vidros
 E de janelas azuis.

 Uma cidade
 De altas chamins
 Onde pousem pssaros
 E arco-ris.

 Uma cidade que no tenha limites
 Nem a insnia
 Chamada fome.
<p>
 
 Uma cidade
 Alegre e sem culpa
 Igualzinha  nossa
 Mas bem diferente.

Srgio Caparelli. *Tigres no quintal*.
Rio de Janeiro: Kuarup, 1993.

<111>
 1. Observando esses textos, percebemos pontos semelhantes e pontos
diferentes entre eles.
 a) O que h de semelhante?
 b) E de diferente?

 2. Os dois textos mostram como tornar as cidades mais agradveis. O
que  necessrio para isso?
<R->

Agora voc escreve

  Existem diferentes formas de diminuir a distncia entre as pessoas:
telefonemas, cartas, telegramas e e-mails.
  Podemos escrever cartas para parentes ou amigos, mas tambm
podemos escrev-las para instituies e autoridades, por exemplo.
  As cartas tm algumas caractersticas, no importando a quem so
dirigidas: local e data, saudao, despedida e assinatura.

So Paulo 23/Janeiro/2005

  Oi, Carlinhos, tudo bem?
  Como esto as frias na praia? Aqui na rua estamos com saudades volte logo.
  Um abrao de sua amiga,
  Paula

<112>
<R+>
 1. Como esto suas notas na escola? Escreva uma carta para um amigo
que more em outro Estado contando o que est acontecendo.
 2. Voc gosta de assistir  televiso? Escreva para seu canal preferido
contando de que voc mais gosta na programao.
 3. O que voc gostaria que mudasse em sua rua? Escreva para a
Prefeitura expondo o problema e pedindo uma soluo.
 4. Agora, faa os envelopes para essas cartas. Pea a um adulto que
as enderece corretamente, para que as cartas cheguem a seus
destinatrios, e que as coloque no correio. Espere as
respostas!

Avaliando o texto

 1. Voc usou a linguagem adequada para cada tipo de carta?
 2. Voc colocou local e data?
 3. Voc fez a saudao e a despedida?
 4. Voc assinou as cartas?
 5. As palavras foram escritas corretamente?
<R->

Roda de leitura

  Esta Roda de leitura ser de cartas especiais -- escritas com muita
poesia.
  A mensagem dessas cartas, porm, no  s potica: elas trazem
tambm situaes de vida das pessoas.
  Leia-as e converse com seus colegas sobre as mensagens e os
sentimentos que elas provocaram em voc.

<113>
 A --
  Querido Mateus
  Palavras que amamos tanto, h muitos anos, dormem
em dicionrio. Hoje tirei do sono trs palavras para dar de presente a voc: Livre, Terra e Irmo.
  Quando escritas, l-se poesia; se faladas, so melodia; somadas, fazem novo dia.
  Com saudades, despede a
  Ana

 B --
  Maria, amiga minha
  Recebi carta de Ana. Carta pequena, mas grande em
amor. Veio de longe, com trs palavras de presente. No silncio
entre as palavras, eu li seu corao muito livre. Ao me falar de
nossa terra, me chamou de Irmo.
  Acordei trs outras palavras para enviar a voc: Ptria,
Trabalho e Justia. Prometa-me no deix-las dormir de novo.
  Com saudades, despede o
  Mateus

 C --
  Amigo Marcos
  Eu j lhe falei do meu carinho pelas palavras.
Mateus me escreveu. Dentro do envelope estavam trs
palavras escolhidas. Disse-me que Ptria, Trabalho e
Justia no podem ficar esquecidas. Guardei, com cuidado,
no corao o seu presente. Sinto vontade de grit-las.
Sei que a terra inteira vai gostar de ouvi-las.
  No vou acordar palavras para dar de presente a voc.
Peo sua ajuda para fazer dormir palavras que h muito
andam acordadas: 
<p>
Fome, Opresso e Violncia.
  Todo o carinho da
  Maria

<R+>
Bartolomeu Campos Queirs.
*Correspondncia*. Belo 
  Horizonte: Miguilim, 2002.

<114>
Divertimento

 1. Para escrever uma carta,  preciso
prestar ateno a muitos detalhes.
  Veja a seqncia destes
quadrinhos. Observe os desenhos
e os gestos da personagem
Chiquinha. Ser que ela est com
problemas para escrever? O que
pode ser?

Chiquinha
  Miguel Paiva

_`[{chiquinha est escrevendo uma carta: Estimado Pedrinho, gosto
muito de voc...
  A menina pra de escrever, joga o papel fora e pensa: Ridculo!
  Ningum chama ningum de estimado.
  Recomea a escrever: Prezado... No! Caro amigo... Argh!
Ilustrssimo... Ai! Nada! Tudo Horrvel! Idolatrado, adorado,
excelentssimo!
  Algum lhe entrega um envelope, dizendo: Chiquinha, carta do
Pedrinho. 
  A menina l a carta: Estimada Chiquinha, gosto muito de voc.
  Chiquinha, sonhadora exclama: Que lindo!_`]

Miguel Paiva. *Jornal do Brasil*. Rio de
Janeiro, 21 mar. 1993.

  Converse com seus colegas:
 a) O que est acontecendo com
a menina?
 b) O que fez Chiquinha mudar
seu nimo?

 2. Nas cartas, as pessoas so
tratadas de maneira formal ou
informal de acordo com o grau
de amizade que tm ou conforme
o cargo que ocupam no trabalho.
  Transcreva as formas de tratamento que devem
ser usadas para as seguintes
pessoas. Consulte o quadro
abaixo.
 Senhora -- Vossa Excelncia -- Sua Santidade -- Vossa Majestade
 a) o papa 
 b) uma pessoa mais velha 
 c) um rei
 d) o presidente da repblica
<R->

<115>
Detalhe puxa detalhe

  O que voc sabe sobre selos? Leia este texto, que informa como
apareceram os selos.

Como apareceram os selos

  Sempre houve correio no mundo, mas nem sempre houve selos.
  Antigamente, as cartas eram entregues por homens a p; em
seguida, passaram a ser entregues por homens a cavalo.
  Os cavalos cansavam-se. De distncia em
distncia, eram trocados por outros.
  Em alguns lugares, o carteiro
tocava uma trombeta.
  O preo da carta dependia das
distncias. Quanto mais longe, mais caras.
Quem recebia a carta devia pag-la. Como
muita gente ao receber a carta no pagava, ficou
determinado que:
<R+>
 1) O remetente devia pagar a carta ao envi-la.
 2) Esse pagamento seria feito pela compra de um selo.
 3) O selo seria colado no envelope.
 4) O preo do selo devia variar de acordo
com o peso da carta.
<R->
  Quanto mais pesadas, mais
caras eram as cartas.
  Os primeiros selos apareceram na
Inglaterra, em 1840.
  O Brasil adotou logo os selos. Nossos
primeiros selos chamaram-se olhos-de-boi.
Hoje valem uma fortuna.
  Os selos representam a histria e a
cultura de um povo. Colecionar selos
tornou-se, hoje em dia, um
passatempo til e interessante.

<R+>
Maria Yvonne Atalcio de 
  Arajo.
*Gente grande e gente pequena*. Belo Horizonte: 
  Viglia, s.d.
<R->

<116>
  Converse com seus colegas: qual  a idia mais importante de cada
pargrafo? Assim, vocs tero as idias principais do texto. Anote-as.

Agora voc escreve

  O *resumo* apresenta, de maneira abreviada, as idias de um texto.
<p>
  O professor vai dividir a classe em grupos, que devem elaborar, um resumo do texto sobre os selos. Depois, cada grupo
apresentar para a classe o resultado de seu trabalho. O professor
organizar as sugestes no quadro-de-giz e toda a classe vai trabalhar junta
para chegar ao resumo final. Ao final, copie esse resumo.
  Agora o professor vai ler o resumo final para a classe.

Avaliando o texto

  O resumo que vocs elaboraram apresenta as idias principais do texto?

<117>
Uma atividade diferente

<R+>
<R+>
 1 O professor vai sortear seis alunos para ler alguns comentrios
sobre a beleza das praias do Nordeste.
<R->

  As praias do Nordeste so as mais belas do mundo.
  As praias do Nordeste no so as mais belas do mundo.
  Ser que as praias do Nordeste so as mais belas do mundo?
  Acho que as praias do Nordeste so as mais belas do mundo.
  Talvez as praias do Nordeste sejam as mais belas do mundo.
  Pode ser que as praias do Nordeste sejam as mais belas do mundo.

<R+>
_`[{trs fotos de praias com as legenda a seguir_`]
  Praia do Boldr, em
Fernando de Noronha,
Pernambuco. Ao fundo, a
  Praia na Ilha do Morro
de So Paulo, Bahia
(2001). 
  Praia da Lagoinha, em
Paraipaba, Cear (1995).

<118>
<R+>
 2 Em grupos, copiem as frases, dividindo-as em trs
grupos:
 a) a(s) frase(s) afirmativa(s);
<p>
 b) a(s) frase(s) negativa(s);
 c) a(s) frase(s) que expressa(m) dvida.

 3 Agora, cada grupo vai escrever uma carta para amigos que
moram em outras cidades falando sobre a beleza das praias do
Nordeste.
  Ateno: o grupo deve convencer o destinatrio da carta de que
as praias do Nordeste so as mais belas do mundo.
  Depois, cada grupo apresentar sua correspondncia para os
outros colegas. Comparem seus textos:
 a) Eles foram apresentados de forma parecida?
 b) A linguagem utilizada neles  semelhante?
 c) A inteno da mensagem foi respeitada?
<R->

               oooooooooooo

<119>
<p>
Unidade 5

Tela... Telinha...

  Vivemos no mundo da imagem... e
das novas tecnologias!
  Nesta unidade, voc ler textos
que esto nas telas, em todas as telas:
telas de obra de arte, telas de TV,
telas de computadores...

<120>
Uma atividade diferente

  Com o colega, decifre estas mensagens que aparecem na tela do
computador!

  -- Oi, td bem?
  Me liga. Bjo, Ju.

  -- Oie, pq vc no me escreve mais? Est td bem com vc? Espero q sim, pois sinto mto a sua falta...
  bjs, Gi!
<p>
  Apresente o resultado da dupla a todos os colegas, explicando as
respostas de vocs.
  Depois, faam um debate: o modo como se escreve ao mandar um
e-mail, por exemplo, pode atrapalhar outras formas de escrever? Converse
com o professor.

<121>
Vamos ler 1

  Observe este cartaz.

<R+>
_`[{duas telas exibindo composies com linhas retas em azul,
vermelho e amarelo. Sobre a primeira tela, l-se Arte. Sobre a
segunda, uma dvida: Arte? Abaixo das telas, a inscrio: 
  Matemtica, Realidade e Esttica. Microchips e Arte Moderna. 
  Concepo: Prof. Dr. Bernhard Korte. Museu de Arte Moderna. De 25 de abril a 
<p>
  26 de maio de 1996. De tera a domingo, das 12
s 18 horas

Revista Programa. *Jornal do Brasil*. Rio de Janeiro, 17 maio 1996.
<R->

  Nele, existem duas telas: a primeira, da esquerda, foi pintada; a segunda
 uma reproduo feita pelo computador.

<122>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Voc entendeu o significado de todas as palavras do cartaz?
 a) Relacione as palavras do quadro A com os
significados do quadro B:
<R->

 A --
<F->
!::::::::::::::::::::::::
l  matemtica realidade  _
l  esttica microchip    _
l  arte moderna          _
h::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<p>
 B --
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l  coisa real arte feita na     _
l  atualidade disciplina em     _
l  que se estudam diversas      _
l  formas e relaes numricas  _
l  estudo que trata da beleza,  _
l  do belo pea miniaturizada   _
l  do computador                _
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 b) Leia o verbete do dicionrio:
 concepo 1. Ao ou fato de ser concebido; 2. Ato de fazer; idia

Soares Amora. *Minidicionrio da lngua portuguesa*. So Paulo: Saraiva, 2001.
<R->

  Qual  o melhor sentido do verbete para a palavra *concepo*
escrita no cartaz?
<R+>
 c) Explique o sentido da palavra *microchip* no cartaz.
<p>
 2. Releia o ttulo das telas. A mudana
dos sinais de pontuao altera o
sentido dos ttulos? Como?
 3. Os desenhos do cartaz podem ser relacionados ao estudo da
Matemtica? Por qu?
<123>
 4. Qual  a finalidade desse cartaz?
 5. Que informaes o cartaz apresenta?
 6. Voc acha que essas informaes so necessrias para que o cartaz
atinja seu objetivo? Por qu?
 7. Os cartazes precisam chamar a ateno das pessoas. Esse cartaz atinge
esse objetivo? Por qu?
 8. Em sua opinio, por que uma tela foi reproduzida no computador? O
artista tambm pode mostrar sua arte na tela do computador?
<R->
<p>
Divertimento

  Que tal brincar de fazer arte?
  Em uma folha de papel, com diferentes linhas (retas, curvas) e
diferentes formas (retngulo, quadrado, tringulo, crculo), crie
desenhos.
  Mostre  classe e pergunte o que os desenhos sugerem.

<124>
Vamos ler 2

  Atualmente, algumas pessoas pedem para que se apresente o texto
escrito digitado no computador.
  Voc j imaginou o que faria uma bruxa diante de um computador?
  Leia a histria e descubra.

Bruxa Onilda e o computador

  Hoje terminei de escrever o captulo vinte e cinco da minha
autobiografia. Nesse captulo, falei do dia em que conheci Lulu. Bons
tempos, aqueles...
  Por alguns instantes, me distra com a obra de
arte de Olhona, e uns morcegos intrometidos
derramaram tinta nas folhas do meu
livro.
  Sem dar conta disso, enviei ao
editor o texto que havia acabado
de escrever.
  Ao receber a correspondncia, o
editor me ligou furioso. Disse que
no agentava mais aquelas folhas
manchadas e que, a partir daquele
momento, eu teria de escrever o
resto do livro no computador.
  Sem demora, montei na minha
vassoura e voei at uma loja de
computadores. (...) O vendedor me
recomendou um robotador,
mquina com a inteligncia de
um computador e as
habilidades de um rob.
  Que caos! Tantos botes
e cabos... Quase fiquei
louca. Mas comecei bem:
antes de mais nada liguei o
computador na tomada! (...)
<125>
  O robotador fazia de tudo. s
sete horas da manh,
religiosamente, ele acordava e me
vestia. Ainda bem que s tenho um
vestido, ou ele escolheria at minha
roupa!
  O robotador preparava o meu
caf da manh e me dava comida na
boca. Depois, tambm escovava os
meus dentes. Ele organizou toda a
minha vida e me obrigava a
trabalhar dia e noite. No me
deixava tirar um cochilo nem
levantar para um lanchinho... At as
idas ao banheiro eram controladas!
(...)
  Aquilo j estava passando dos
limites! Olhona e eu no
agentvamos mais aquela mquina
autoritria!
  Ento, decidi me livrar do
robotador. Mas, na hora em que fui
agarr-lo, ele comeou a me fazer
ccegas.
  No conseguia escapar dele nem
 fora nem com magia. No sabia
mais o que fazer. Como poderia
acabar com aquilo? Socorro!!
  De repente, o robotador se
apagou. O que teria acontecido?
Muito simples: Olhona, com astcia
e sabedoria, tirou seus cabos da
tomada.
  -- Muito bem, Olhona! Voc  uma
herona! At nunca mais, robotador!

<R+>
Roser Capdevila e Enric Larreula. *Pnico no castelo*.
Trad. Camila Carletto. So Paulo: Scipione, 2003.
<R->

<126>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Como o narrador da histria define o robotador?
 2. No incio do texto, a bruxa diz que est escrevendo sua autobiografia.
  O que isso significa?
 3. Copie do texto duas passagens que caracterizam o robotador como
uma mquina autoritria.
 4. As expresses *Que horror* e *Socorro* marcam dois momentos
importantes na histria de Bruxa Onilda. Quais so esses momentos?
<p>
Discutindo as idias do texto

 1. Bruxa Onilda  personagem-narrador dessa histria. Explique essa
afirmao.
 2. O que fez Bruxa Onilda ter contato com o computador?
 3. Bruxa Onilda consegue se livrar do robotador com magia? Por qu?
 4. Em sua opinio, a histria da bruxa  uma crtica  tecnologia?
<R->

<127>
Trabalhando a oralidade

  Voc e seus colegas vo fazer um debate sobre os computadores.
Apresentem os pontos positivos e os pontos negativos que, em sua
opinio, os computadores apresentam.
  O professor lista as opinies no quadro, separando os pontos positivos
dos negativos. Ao final, a classe avalia qual foi a concluso do debate.

Na ponta da lngua

  Voc sabe que algumas palavras e expresses servem para ligar idias,
dando coerncia e continuidade ao texto. So elementos de ligao.
  Veja:
 Sem demora, montei
 na minha vassoura e voei
 at uma loja de computadores.

  A palavra *e* uniu duas idias -- montei na minha vassoura/voei at
uma loja de computadores --, sugerindo a idia de que a bruxa fez uma
ao e, depois, outra.

<R+>
 1. Volte ao texto e observe os elementos de ligao dos trs primeiros
pargrafos, fazendo um levantamento dessas palavras e explicando seu
sentido e de que forma unem as idias do texto. Converse com o
professor.
<p>
 2. Complete as frases a seguir, de acordo com o
elemento de ligao em destaque:
 a) A bruxa no podia escrever com caneta *porque*...
 b) A bruxa no podia escrever, *mas*...
 c) A bruxa no podia escrever com caneta *quando*...

<128>
Ateno  fala e  escrita

 1. Observe as palavras destacadas:
 (...) o editor me ligou furioso. Disse
 que no agentava *mais* aquelas
 folhas manchadas.
 (...)
 Ento, decidi me livrar do robotador.
 *Mas*, na hora em que fui agarr-lo, ele
 comeou a me fazer ccegas.
 a) Qual das palavras destacadas indica uma idia contrria?
<p>
 b) Qual das palavras destacadas indica intensidade?

 2. Observe e conclua:
  Bruxa Onilda precisava do robotador, -- resolveu acabar com ele.
  Que palavra deve ser usada para completar a frase: *mas* ou *mais*? Por qu?
<R->

Agora voc escreve

  Escreva uma histria em que a personagem principal seja um
computador. D vida a ele! Ateno: planeje sua histria antes de escrev-la.
  Depois, com material de sucata -- caixas de papelo, latas e garrafas
usadas, linhas, papel, botes, restos de tecido --, monte seu computador personagem.
Invente um nome para ele.
  No final, organize com seus colegas uma exposio com os computadores de sucata e os textos produzidos.

Avaliando o texto

  E ento? Como ficou a histria?
<R+>
 a) Voc conseguiu dar uma seqncia coerente a sua histria?
 b) Utilizou palavras estabelecendo ligaes entre os pargrafos? Quais?
 c) Escreveu corretamente as palavras?
<R->

<129>
Roda de leitura

  Muitas das invenes acontecem quase sem querer e so capazes de
facilitar o trabalho e o lazer de toda a humanidade.
  Esta Roda de leitura est dividida em trs partes:
<R+>
 a) leitura da capa do livro;
 b) leitura do sumrio;
 c) leitura de fichas com informaes contidas nesse livro sobre a TV e o
computador.

_`[{capa de um livro onde se l: Aprendendo Portugus 
Contedos essenciais para o Ensino Fundamental 
de 1 a 4 srie - Csar Coll e Ana Teberosky. Abaixo do 
ttulo do livro e do nome dos autores, uma ilustrao mostra 
um menino deitado na grama, lendo um livro. Duas borboletas
voam perto dele. Na parte inferior da capa, encontra-se o logotipo 
da editora e o nome: Editora tica. No canto direito l-se: Para
trabalhar os Parmetros Curriculares Nacionais_`]
<R->

Sumrio


 Introduo ::::::::::::::::: 7   
 Comunicao e linguagem :::: 9   

 1. A comunicao oral ::::: 10   
 A conversa ::::::::::::::::: 11
 Conversar em vrias 
  situaes ::::::::::::::::: 17   
 As formas da comunicao 
  oral :::::::::::::::::::::: 23   
 Agir com palavras :::::::::: 32  
 Outras formas de 
  comunicao ::::::::::::::: 34  
 2. Os textos orais :::::::: 38   
 Falar de vrias maneiras ::: 39  
 Preparar-se para falar ::::: 42  
 Preparar-se para fazer um 
  entrevista :::::::::::::::: 54  

 A linguagem escrita :::::::: 59  

 1. A escrita :::::::::::::: 60  
 Histria da escrita :::::::: 61  
 Instrumentos e suportes da  
  escrita ::::::::::::::::::: 71   
 Nossa escrita :::::::::::::: 75  
 2. Letras e sinais do 
  portugus ::::::::::::::::: 78  
 As letras :::::::::::::::::: 79  
 As palavras da lngua 
  portuguesa :::::::::::::::: 82  
 As slabas ::::::::::::::::: 85  
 Os sinais grficos ::::::::: 89  
 3. Textos escritos :::::::: 92  
<p>
 Forma e contedo dos 
  textos os gneros ::::::::: 93   
 Organizao dos textos ::::: 97  
 Transformar os textos :::::: 101  

<130>
FICHA 1

  Em meados do sculo XX, foi inventada a televiso,
que quer dizer viso a distncia. No incio, as imagens
da televiso eram em preto e branco, mas depois
passaram a ser coloridas.
  Os canais de televiso
oferecem uma programao
bastante variada: filmes,
documentrios, novelas,
noticirios etc.

<R+>
_`[{foto descrita por sua legenda_`]
  Legenda: O engenheiro escocs John Baird
faz uma demonstrao da estao
receptora de sua inveno mais
famosa: a televiso (1926).
<R->
<p>
FICHA 2

  Na linguagem televisiva,  possvel comunicar no s com as
palavras, mas tambm dizer coisas com imagens, cenrios, figurinos,
cores, formas, luz, msica, movimento
das pessoas e dos objetos. Por
exemplo, uma histria contada com
msica de fundo suave pode
transmitir determinadas sensaes,
mas se a histria for acompanhada
de barulho de exploses de
bombas e tiros de
metralhadoras, provocar outras.

<R+>
_`[{foto de trs meninos dando banho num cachorro_`]
  Legenda: Cena da novela *Comear de
novo*, da Rede Globo (2004).
<R->

<131>
FICHA 3

  A Internet  uma grande rede de milhes de computadores do
mundo todo conectados entre si e que podem trocar informaes. A
partir de cada um desses computadores  possvel ter acesso, receber
e enviar informaes a todos os computadores da rede.
  A Internet pode ser usada
para visualizar imagens, conhecer
e bater papo com pessoas do
mundo inteiro, trocar idias com
um amigo, ler notcias, fazer
pesquisas, descobrir em que
biblioteca est determinado livro
etc. At bem pouco tempo,
demorvamos muito para fazer
tudo isso. Hoje, sem sair de casa,
graas  Internet, podemos fazer
qualquer uma dessas coisas
muito rapidamente.

<R+>
Homepage do portal Iguinho.
~,http:iguinho.ig.com.br~, Acesso: 3 dez. 2004.
<R->

FICHA 4

  O primeiro computador totalmente
eletrnico surgiu em 1946. Fazia 5 mil somas por
segundo e pesava trinta toneladas.
  Hoje, em 2004, existem vrios modelos de
computadores cada vez mais modernos. Isso
mostra que os homens atravs de sua inteligncia
e de novas tecnologias criam a todo instante
modelos cada vez mais sofisticados.

_`[{foto de um enorme computador_`]
  Legenda: O ENIAC foi o primeiro computador
eletrnico. Pensilvnia, Estados Unidos (1946).

<132>
Texto do dia-a-dia

  Voc sabe o que  um site?

  *Site*  um endereo eletrnico, acessado pela Internet -- a rede
mundial de computadores -- no qual so encontradas informaes
sobre diversos assuntos. Uma firma, por exemplo, pode ter um site,
assim como uma pessoa, um museu, at sua escola!
<p>
<R+>
_`[{site do Projeto Tamar mostrando fotos de tartarugas e fornecendo informaes sobre esses animais e projeto. O endereo eletrnico para acessar o site :
~,www.projetotamar.~
  org.br_`]

<133>
 1. Troque idias com um colega:
 a) De quem  esse site?
 b) Qual  o endereo eletrnico?
 c) O que se pode aprender nele?

 2. No site, h um campo a partir do qual se pode mandar um e-mail para
o Projeto Tamar? Voc sabe o que  um e-mail?
 3. Leia um e-mail:
 _`[{contedo de um e-mail do portal UOL_`]
 Sexta, 19 de junho de 2003 -- 19:30 h ~,Fibrus@uol.com.br~,
 Para: ~,arara@sky.com.br~,
 Assunto: convite
 Mensagem: Camila, vc vem passar as frias de julho na minha casa?
  Ns vamos para o stio do vov Carlos com meus pais. Vc lembra
do Joo, da Alice e da Cris? Eles vo tb. Vai ser legal. Se voc
quiser ir, responde at domingo, ta? Filipe

 a) Quem est enviando a correspondncia eletrnica? Qual  o e-mail dessa pessoa?
 b) Quem vai receber a correspondncia eletrnica? Qual  o e-mail dessa pessoa?
 c) Por que aparece, na tela, a informao 19:30?
<R->

<134>
Divertimento

Brincadeira 

Memria visual

  O ser humano  um dos animais que tm memria desenvolvida. Observe a seqncia dos quadrinhos abaixo 
por trs minutos. Depois, tape os desenhos com uma outra folha e reponda s seis questes abaixo.
Se voc se lembrar das imagens e souber a resposta para quatro ou mais questes, significa que tem boa memria visual.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
 1 O bico que entra pela porta  um gato. Ele  alaranjado ou azulado?
 2 Quantos discos voadores aparecem na histria?
 3 Um fantasma saiu da tela do computador. Qual  o objeto que ele levou embora?
 4 O disco voador verde destruiu um objeto do quarto com seus raios. Qual foi esse objeto?
 5 O que acontece com a perna do boneco que est  direita da televiso?
 6 Ao lado do computador j um abajur. Em algum momento a sua luz se acende?
<R->

<135>
 Detalhe puxa detalhe

  Voc j aprendeu que a Internet  uma ferramenta importante na hora
de fazer uma pesquisa. Mas ser que toda informao que encontramos na
Internet  confivel?
  Leia este texto informativo:

Ter cuidado com a Internet

  H pessoas que usam tanto a Internet que passam horas
conectadas em rede na frente de um computador. Isso no 
bom, porque elas deixam de realizar muitas outras atividades
fundamentais, como se relacionar com a famlia e falar
com amigos.
   necessrio estar atento, pois nem sempre a
informao que encontramos na Internet  real.
Nos jornais, no rdio e na televiso, a veracidade
da informao  de responsabilidade dos
jornalistas e diretores que respondem
pelas conseqncias de uma
informao falsa. No entanto, com a
Internet, no  assim. Por ser um
meio de comunicao sem
restries, qualquer pessoa
pode passar mensagens e
h quem se aproveite
dessa liberdade
divulgando
informaes
falsas ou
enganosas.

<R+>
Ana Teberosky e Cesar Coll.
*Aprendendo Portugus*. So Paulo: tica, 2000.

<136>
 1. Qual  o significado das palavras a seguir? Consulte o dicionrio.
 a) conectadas 
 b) veracidade 
 c) restries

 2. No 1 pargrafo, que idia sugere a frase Isso no  bom?
 3. No 2 pargrafo, que idia sugere a frase  necessrio estar atento?
 4. De acordo com o texto, qual seria um lado negativo da Internet?
 5. Que conselho voc daria para um amigo que quisesse usar, em uma
pesquisa, por exemplo, somente informaes encontradas na Internet?
<R->

<137>
Vamos ler 3

  Liga? Desliga? Vamos ver o que acontece?

Liga-desliga

  Era uma vez uma *televiso* que no saa
da frente de um menino. Todo dia e toda hora, l
estava ela assistindo ao menino. J no brincava
mais com suas amigas *televises* da rua.
Ficava l na sala, sem trocar de canal. Era
sempre o mesmo menino que ela via. A sua
*Metsubishi* sempre dizia:
  -- Desliga esse menino, TV.
  TV era o seu apelido em casa.
  E TV, nada. (...)
  O seu *Painasonic*, quando chegava
em casa, era mais enrgico. Ia at a
sala e desligava o menino. Mas TV
chorava em chuviscos e o Sr.
*Painasonic* acabava tendo que
ligar o menino de novo.
  Toda noite, TV queria ficar
vendo o menino at tarde. Mas
a Metsubishi dizia que isso
no era bom, que hoje em dia
os meninos passavam muitas
cenas de violncia, imprprias
para catorze polegadas. E
depois TV no desligava  noite,
de medo.
  Um dia, o menino ganhou
uma bola. E quando TV foi pra
sala, logo depois do caf da
manh (TV adorava vitamina
de pilha com fusvel), o
menino j no estava mais l.
<138>
  TV ficou sem saber o que fazer. Estava completamente fora
do ar. Ia assistir a qu, agora? Foi at a janela e viu, ao vivo e
em cores, o mundo l fora. E, nesse mundo, o menino
jogando bola com outros meninos.
  Naquela noite, TV pediu pro seu
Painasonic mandar o menino pro conserto.
Ele mandou, mas no adiantou nada. O
tcnico de meninos disse que aquele
menino j no tinha mais conserto. A
bola tinha sido uma interferncia
muito forte.
  TV ficou inconsolvel. No ia
mais poder assistir ao menino o
dia inteiro. S depois que o
menino, imagine, parasse de
jogar bola. Mas, de tanto
esperar o final do jogo, TV
tambm comeou a brincar.
  E no a brincar sozinha,
mas com as outras televises
do bairro, que tambm
estavam sem menino. Elas
brincavam de transmitir
imagens. De imitar pessoas
famosas. E de liga-desliga, ligadesliga.
(...)
  Agora todas as televises viviam
fazendo programas. Programa
esportivo, programa infantil, at
programa cultural. E o menino, com a
nova vida da TV, passou a brincar de outras
coisas, alm de jogar bola.
  TV s assistia ao menino depois da lio e
antes do banho. Ou ento quando passava uma coisa
muito incrvel no menino. Tambm, TV no era de ferro, no ?

<R+>
Camila Franco, Jarbas Agnelli e Marcelo Pires.
*Liga-desliga*. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1999.
<R->

<139>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Copie do texto as palavras que voc no sabe o que significam.
  Procure-as no dicionrio e escreva seu significado.
 2. Como voc explica a criao dos nomes Metsubishi e Painasonic para
as personagens do texto?
 3. TV  uma abreviatura que se refere ao nome televiso. Nessa histria,
TV  apenas isso? Por qu?

 4. Releia:
 Era uma vez uma televiso que
 no saa da frente de um menino.
 Todo dia e toda hora, l estava ela
 assistindo ao menino.

  Que palavra ou expresso substitui a expresso *todo dia e toda hora*
sem alterar o sentido do texto?

 5. Em nosso idioma, existem palavras que escondem informaes j
existentes.
 a) A palavra tambm  uma delas.
  Releia o trecho:
  ... de tanto esperar o final do jogo, TV *tambm* comeou a brincar.
  O que a informao contida na palavra em destaque sugere?
 b) Agora, observe a palavra at nas frases abaixo. A seguir, responda:
que idia essa palavra apresenta em cada frase?
  TV queria ficar vendo o menino *at* tarde.
  O seu Painasonic (...) Ia *at* a sala e desligava o menino.

<140>
Discutindo as idias do texto

 1. Essa histria conta um fato que pode ser real? Por qu?
 2. Metsubishi dizia que
 isso no era bom, que
 hoje em dia os
 meninos passavam
 muitas cenas de
 violncia, imprprias
 para catorze
 polegadas. E depois TV
 no desligava  noite, de medo.
<R->

  Reescreva esse trecho, substituindo palavras para que
o texto apresente uma situao real.

<R+>
 3. Normalmente, a expresso liga-desliga lembra aes que executamos
com aparelhos. E na histria, qual  o sentido de liga-desliga?
 4. Que situao na histria mudou a relao de TV com o menino?
 5. O texto Liga-desliga pode ser dividido em trs partes. Faa um esquema, apresentando a idia principal de cada uma
dessas partes.

Trabalhando a oralidade

 1. Forme um grupo com trs colegas e conversem sobre as perguntas a
seguir.
 a) A que programas vocs gostam de assistir na TV?
 b) De que programas vocs no gostam?

 2. Depois, cada grupo apresenta suas concluses para a classe, explicando
o porqu de cada escolha.
<R->

<141>
Divertimento

  Qual  a programao?
  Uma cidade do interior tem quatro canais de televiso que
transmitem programas diariamente.
  Numa noite de sbado, as emissoras transmitem programas
diferentes: um jogo de futebol, um show, um filme e uma novela.
  O Ibope local registrou os seguintes ndices de audincia: 10%,
19%, 26% e 31%.
  Diga quais os programas transmitidos pelos canais, os ndices de
audincia de cada programa e a porcentagem de aparelhos desligados,
levando em conta as seguintes informaes:
  -- o filme do canal 3 no teve o pior ndice de audincia da noite;
  -- o canal 5 foi o mais visto;
  -- o canal 8, que nunca passa filmes, foi visto por 19% dos
telespectadores;
  -- a novela obteve 10% de audincia;
  -- o jogo de futebol teve o maior ndice de audincia;
  -- o canal 12 transmitiu a 
 novela.

<142>
Agora voc escreve

<R+>
 1. Escolha um programa de TV para analisar. Assista ao programa com
bastante ateno e faa um esquema:
 a) nome do programa;
 b) horrio;
 c) canal;
 d) tipo de programa;
 e) contedo;
 f) parte preferida e por qu;
 g) sugestes para melhorar o programa.
 
 2. Com base nesse esquema, escreva um relatrio dando o maior nmero
possvel de informaes sobre o programa a que voc assistiu, alm de
sua opinio. Depois, troque seu relatrio com o de um colega.
  Observe as partes de um relatrio: objetivo; apresentao das
informaes do esquema; concluso (em que poder constar o item g
do esquema e outras consideraes que voc queira fazer).
<R->

<143>
Avaliando o texto

  Avalie o relatrio de seu colega:
<R+>
 1. Ele deu um objetivo  atividade?
 2. Apresentou as informaes sobre o programa a que assistiu?
 3. Opinou a respeito do programa?
 4. Seu texto apresenta as idias organizadas e bons argumentos nos
comentrios?
 5. Qual foi sua concluso?
 6. Escreveu as palavras corretamente?
<R->

Na ponta da lngua

  Voc j sabe que existem termos que ajudam a evitar a repetio de
palavras e expresses no texto, retomando o que foi dito. Um desses
termos  isso.

  Toda noite, TV queria ficar vendo o
menino at tarde. Mas a Metsubishi
dizia que isso no era bom...

  A palavra isso substitui algo que foi dito anteriormente: a reclamao
da me de TV de que ele, toda noite, ficava assistindo ao menino at tarde.

<R+>
 1. Leia com ateno o texto abaixo:
  As televises vivem fazendo uma programao variada com programas
infantis, culturais e esportivos. Uma programao variada, com
programas infantis, culturais e esportivos s tem valor se tiver
qualidade.
  H um trecho que se repete. Reescreva-o, evitando a repetio.

<144>
<p>
Divertimento

_`[{tirinha com o personagem Geraldinho. O menino est de p, em
frente  TV e ouve a recomendao de sua me: Geraldinho! J
disse pra no ficar na frente da tev! No ltimo quadrinho
aparece Geraldinho entrando no aparelho de TV, enquanto sua
me, apavorada, corre em sua direo, gritando: Nem dentro!_`]

Glauco. Folhinha. *Folha de 
  S. Paulo*, 17 ago. 1991.
<R->

  Para fazer rir, Glauco, autor da tirinha, trabalha com a imagem e
com o duplo sentido da expresso *ficar na frente da TV*.
<R+>
 1. O que sugerem as imagens?
 2. Quais so os sentidos dessa expresso?
<R->

<145>
<p>
Uma atividade diferente

  Depois de ler sobre diferentes tecnologias da atualidade, voc
consegue imaginar como ser o mundo do ano 3000?
  Qual ser o destino da Terra e dos homens?

No ano 3000

  No ano 3000
os homens j vo ter
se cansado das mquinas
e as casas sero novamente romnticas.
O tempo vai ser usado sem pressa:
gernios enfeitaro as janelas,
amigos escrevero longas cartas.
  Cientistas inventaro novamente
o bonde, a charrete.
Pianos de cauda enchero as tardes de msica
e a Terra flutuar no cu
muito mais leve, muito mais leve.

<R+>
Roseana Murray. *Casas*.
Belo Horizonte: Formato, 2000.

<146>
  Agora, produza, com seus colegas, um jornal de TV do ano 3000!
 1 A classe divide-se em grupos, cada um responsvel pelas
informaes de uma rea:
 a) Educao: Como sero as escolas?
 b) Esportes: Que esportes sero praticados?
 c) Poltica: Como o pas ser governado?
 d) Lazer: Como as pessoas se divertiro? O que cantaro? Como
danaro?
 e) Sade: Como sero os hospitais? Haver cura para todas as
doenas?
 f) Propaganda: Que tipo de produto ser anunciado no ano 3000?
  Como sero os anncios publicitrios?

 2 Depois de organizar as informaes, o grupo escreve uma notcia
de sua rea, e o grupo de propaganda cria anncios para os intervalos
da programao.
 3 Os grupos, juntos, criam o nome e a abertura do programa, com
fundo musical, e fazem o roteiro de apresentao.
 4 Cada grupo ensaia sua parte e escolhe uma roupa para o programa (no se esqueam de que vocs vo estar no ano 3000!).
 5 Combinem o dia da apresentao, convidem os alunos das outras
classes e... bom programa!
<R->

               oooooooooooo
<147>
<p>
Unidade 6

Vivendo o folclore

  Nesta unidade, voc vai conhecer um pouco da
cultura e das tradies do povo brasileiro.
  Vai ler uma variedade de textos: contos, lendas,
adivinhaes, provrbios, cantigas, frases feitas,
msicas regionais...
  Assim, vai conhecer o folclore de nosso povo.

<148>
Uma atividade diferente

<R+>
 1 O professor vai organizar um jogral para fazer a leitura de um
texto e voc vai aprender o que  folclore.
  As meninas formaro o grupo A e os meninos, o grupo B.
  Treinem a leitura. Na parte de todos, at o professor l!
<R->
<p>
<R+>
Folclore

 Grupo A: Folclore?! Sabe o que ?
 Todos: So lendas que os velhos contam.
 Grupo B: S isso  que  o folclore?
 Todos: So objetos, so comidas.
 Todos: So danas, so msicas.
 Grupo A: E tudo que o povo faz?
 Todos: So cantigas, brincadeiras.
 Todos: Vestimentas e rituais.
 Grupo B: De onde vem o folclore?
 Todos: De cada lugar do Brasil.
 Grupo A: Ento  tudo o que o povo cria?
 Todos: Cria e no esquece, no.
 Todos: Porque folclore  tradio!

*Enciclopdia Mundo da Criana*.
So Paulo: Delta, 1997. v. 4.

<149>
<p>
 2 Agora, vamos ver o que voc aprendeu sobre folclore. Copie o
texto a seguir complete-o com as palavras e
expresses do quadro.
 brasileiro -- gerao a gerao -- povo -- vestir -- rico --
cultura popular -- alimentao
<R->

Folclore

  Cada pas, cada povo, cada regio tem seu folclore, seus
costumes.
  Cada povo adapta seu modo de ....., sua ....., ao clima de sua
regio, aos costumes de seu grupo.
  O folclore .....  muito ..... e possui diferentes manifestaes:
lendas, cantigas, parlendas, adivinhas, brinquedos e
brincadeiras, provrbios e ditos populares, artesanato, danas,
frases de pra-choque de caminho, trava-lnguas, comidas,
remdios caseiros e outros.
  ..... so as manifestaes dos costumes, crenas e atividades
artsticas produzidas pelo ....., livre de imposies e passadas de .....

<R+>
Gerusa Pinto e Regina Clia Lima. *O dia-a-dia do professor*.
Belo Horizonte: Fapi, 1999. Texto adaptado.
<R->

Vamos ler 1

  Leia a lenda da Iara e entre no clima de mistrio produzido por esse
texto.

  *Lenda*  a narrao escrita ou oral, de carter maravilhoso, na
qual os fatos histricos so deformados pela imaginao popular
ou pela imaginao potica.

<R+>
*Dicionrio Aurlio*. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
<R->

<150>
<p>
A lenda da Iara

  O pr-do-sol  a hora da Iara. Ela mora no fundo das guas, mas 
tardinha vem  tona. Vem colher flores aquticas para se enfeitar, vem
brincar com os peixinhos alegres das margens do rio. Ou vem buscar
noivo!
  As ndias dizem aos filhos:
  -- No cheguem perto das guas na hora do pr-do-sol! A Iara
quer moos para afogar!
  Os filhos escutam, e ficam assustados. Sabem que a Iara  linda e
canta -- e encanta!
  Certo dia um tapuia valente remava, sossegado. O sol ia alto no
cu. Mas o ndio distraiu-se pescando e as horas se passavam...
  Os primeiros pssaros voltavam aos ninhos.
  Os primeiros sapos coaxavam longe.
Anoitecia. O sol, lentamente, parecia
afundar-se nas guas do rio.
  Subitamente, de dentro
d'gua, uma flor brotou! Mas
cantava! E sacudia, rindo, os
negros cabelos, to negros
quanto seus olhos luminosos.
No era a flor, era a Iara!
  O moo ndio virou a canoa e fugiu para a taba.
  Mas Iara j o havia enfeitiado. Sua voz doce no lhe
saa dos ouvidos. Sua lembrana o perseguia sempre.
  E ao pr-do-sol o ndio tapuia olhava a canoa, louco para sair pelo rio.
  -- No v -- pedia-lhe a me, chorosa. Ela sabia. Tinha certeza de
que o filho encontrara a linda Iara...
  L longe, brincando com peixinhos e colhendo flores, a Iara
cantava, esperando. Ela tambm sabia que o tapuia teria que voltar.
  E foi assim o que aconteceu certa tardinha.
  Os jasmins exalavam seu perfume.
  Os pssaros voltavam para os ninhos.
  E o ndio, esquecendo sua taba e sua gente, pulou e remou...
  Remou... at encontrar a bela Iara. E a Iara, sempre cantando,
levou o ndio valente para o fundo das guas...

<R+>
Maria Thereza Cunha Gicomo. *A lenda da Iara*. Braslia: Instituto Nacional do Livro/MEC, 
1997.
<R->

<151>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Observe que, para criar um clima de mistrio, o texto vai apresentando
o que a Iara faz nas margens do rio.
Selecione, do 1 pargrafo, as frases que mostram gradativamente as
aes da Iara.
 2. Releia com ateno o 1 pargrafo:
  O pr-do-sol  a hora da Iara. Ela mora no
fundo das guas, mas  tardinha vem 
tona. Vem colher flores aquticas para se
enfeitar, vem brincar com os peixinhos
alegres das margens do rio. Ou vem
buscar noivo!
  Que frase desvenda o suspense criado para apresentar a verdadeira
razo de a Iara subir at a beira do rio?

 3. Sabem que a Iara  linda e canta -- e encanta!
  Encontre no texto expresses que
comprovam:
 a) a beleza do canto da Iara; 
 b) a beleza fsica da Iara.

 4. Ao perceber a presena da Iara:
  O moo ndio virou a canoa e fugiu para a taba.
  Mas Iara j o havia enfeitiado.

  Que idia sugerem as palavras *mas* e *j*?

<152>
 5. A histria da Iara  contada em 3 pessoa. O que isso quer dizer?
 6. Observe as falas de personagens do texto:
  -- No cheguem perto das guas na
hora do pr-do-sol! A Iara quer
moos para afogar!
  -- No v -- pedia-lhe a me,
chorosa. Ela sabia. Tinha certeza de
que o filho encontrara a linda Iara...
  De quem so essas falas?

 7. O que as reticncias (...) significam nas frases a seguir?
 a) O sol ia alto no cu. Mas o ndio distraiu-se pescando e as horas
se passavam...
 b) E o ndio, esquecendo sua taba e sua gente, pulou e remou...
Remou... at encontrar a bela Iara.

Discutindo as idias do texto

 1. Releia a definio de *lenda* e explique por que a histria da Iara  uma lenda.
 2. Iara  a adaptao da lenda da sereia ao folclore brasileiro. Ela vive nas
guas doces do rio Amazonas.
  Que fato da narrativa mostra uma caracterstica brasileira dessa lenda?
 3. De acordo com o texto, quais so os recursos da Iara para encantar os
pescadores?
 4. Por que a lenda diz, no final, que a Iara  paciente e aguarda a vinda do ndio?
<R->

<153>
Texto dialoga com texto

  Que tal ler a lenda da Iara atualizada? Como a Iara escapar dos rios
poludos?

A Iara e a poluio

  Os ndios costumavam dizer que l no fundo dos rios vive uma
moa muito bonita, com longos cabelos negros, meio azulados, que
se chama Iara. Ela  a rainha das guas, assim como o Curupira  o rei
das matas. O Curupira protege os pssaros e os outros animais da
floresta, a Iara protege os peixes, as tartarugas, as liblulas e os outros
bichinhos que vivem na gua.
   tardinha, quando o sol comea a baixar no horizonte, a Iara
costuma vir at a superfcie da gua. Ela senta-se sobre uma grande
folha de vitria-rgia para pentear os longos cabelos com um pente
feito de madreprola, olhando sua imagem
refletida nas guas. Seu canto suave
encanta as pessoas e faz os peixinhos
danarem alegres, saltitantes sobre a
gua do rio. (...)
  Numa dessas tardes, o Curupira
vinha passeando pelo bosque, com
seus pezinhos tortos, montado em
seu porco-do-mato, quando
ouviu um espirro forte, que
vinha do rio. Parou para
escutar melhor, fazendo
concha com a mo em
torno da orelha, e
ouviu de novo:
  Aaatchimmmmm!
  Algum devia estar,
mesmo, muito
resfriado para espirrar
com tanta fora! (...)
<154>
  O Curupira, muito curioso e sempre preocupado com a sade dos
bichinhos da mata, aproximou-se da beira do rio para ver quem
estava assim to resfriado. Teve uma enorme surpresa: pois no  que
os espirros vinham justamente da Iara, to acostumada a viver dentro
d'gua? Em vez de cantar, ela espirrava e, o que era mais triste, os
peixinhos que a rodeavam, em vez de danar, soluavam o tempo
todo!
  Ao ver o amiguinho, a Iara explicou queixosa:
  -- No sei o que me aconteceu, Curupira! No estou conseguindo
respirar direito dentro do rio, como estou acostumada. H alguma
coisa na gua que est me provocando espirros e soluos. Veja os
coitados dos peixinhos: esto todos ficando muito doentes!
  O Curupira fungou um pouco e disse:
  -- ... h um cheiro meio estranho por aqui... vai ver que esse rio
est ficando poludo!
  A Iara arregalou os olhos e foi logo perguntando, curiosa:
  -- Poludo? Que quer dizer isso? Eu nunca ouvi essa palavra!
  -- Poludo quer dizer sujo -- explicou o Curupira.
  -- Sujo? No pode ser. O meu rio no  sujo. Ele s fica um pouco
turvo quando chove, porque a chuva traz
um pouco de terra dos barrancos. Mas
isso no faz mal a mim nem aos
peixinhos.
  O Curupira explicou:
  -- No  disso que estou falando. A
poluio  causada por coisa podre...
ou ento venenos.
  -- Coisa podre? Venenos? Do que 
que voc est falando? -- perguntou a
Iara, assustada. -- Eu acho que voc s quer
me fazer medo!
  O Curupira ficou um pouco triste e preocupado:
  -- No, Iara, eu no estou querendo assustar voc. Infelizmente
no estou brincando. Acho, mesmo, que algum est jogando coisas
que apodrecem no rio: esgoto, lixo e coisas assim... Sem contar os
venenos que so jogados pelas fbricas! (...)

<R+>
Samuel Murgel Branco. *A Iara e a poluio das guas*.
2. ed. So Paulo: Moderna, 2002. p. 4-7.

<155>
 1. A personagem Iara dessa histria no conhece o significado da palavra
*poludo*.
 a) Por que isso acontece?
 b) Copie o trecho da conversa entre a Iara e o Curupira que apresenta
o significado dessa palavra.

 2. No texto, Curupira est preocupado com a poluio. Justifique essa
preocupao em virtude da funo de Curupira na floresta.

 3. Observe a forma como foi empregada a palavra *mesmo* nas frases a seguir:
 a) Acho, mesmo, que algum est jogando coisas que apodrecem
no rio...
 b) Acho que algum est jogando o mesmo lixo no rio.
  A palavra *mesmo* tem sentido idntico nas duas frases? Explique.

 4. Os textos A lenda da Iara e A Iara e a poluio abordam o mesmo
tema. Indique a parte do segundo texto que  semelhante ao primeiro
texto.
 5. A segunda parte do texto A Iara e a poluio mostra uma Iara
totalmente diferente da apresentada no texto A lenda da Iara. Como
 a personagem Iara do segundo texto?
 6. Em sua opinio, o autor de A Iara e a poluio est fazendo uma
crtica  questo da poluio dos dias atuais? 
  Por qu?

<156>
 Na ponta da lngua

 1. Releia um trecho de A lenda da Iara.
  No v -- *pedia*-lhe a me, chorosa. Ela *sabia*. *Tinha* certeza de que o filho *encontrara* a linda Iara...

  Observe que os verbos destacados indicam que a ao j aconteceu.
  A seguir, responda:
 a) Em sua opinio, essas aes, que aconteceram no passado,
aconteceram ao mesmo tempo?
 b) Compare:
 pedia -- sabia -- tinha
 pediu -- soube -- teve
  Dos verbos apresentados:
  -- quais indicam uma ao passada que j foi totalmente concluda?
  -- quais indicam uma ao que se repetia no passado?  
 c) A forma verbal *encontrara* indica uma ao que acabou de
acontecer ou uma ao que j aconteceu h algum tempo?
 d) Que idia sugere o uso da forma verbal *encontrara* na fala da me
do ndio?
<R->

<157>
Ateno  fala e  escrita

  No texto A lenda da Iara, a me do ndio pede, chorosa, que ele no
v para junto da Iara.
  Observe a formao da palavra chorosa:
 choro + osa = chorosa
<R+>
 1. Que outras palavras voc conhece que tm essa terminao?
 2. Forme palavras com os termos dados no quadro
adicionando -oso ou -osa:
 fama -- horror -- sabor -- gula
 3. Em sua opinio, o que as terminaes -oso e -osa indicam?
<R->
<p>
Roda de leitura

  Iara e Curupira so seres fantsticos de nosso folclore.
  Conhea outros seres encantados que fazem parte da tradio da
cultura brasileira.
  O professor vai organizar sete rodinhas
para fazer a leitura das fichas a seguir.
  Se no entender o significado de alguma
palavra, consulte o dicionrio.
  Depois, cada grupo vai ler sua ficha para o
restante da classe, fazer comentrios sobre o
texto e ilustrar, em uma folha separada, a
personagem folclrica do grupo.

<158>
Boitat

  Gigantesca cobra-de-fogo que protege
os campos contra aqueles que o
incendeiam. Vive nas guas e pode se
transformar tambm numa tora em brasa,
queimando aqueles que pem fogo nas
matas. Segundo o folclore, boitat  a
alma penada de menino pago.

Boto

  Peixe da Amaznia que se
transforma num rapaz
formoso, hbil danarino, e
conquista as mulheres para
lev-las consigo ao rio.

Caipora

   um habitante do mato que tem o corpo
todo coberto de plos. Vive montado numa
espcie de porco-do-mato e carrega uma vara.
Aparentado do Curupira, protege os animais da
floresta. Os ndios acreditavam que o caipora
temia a claridade, por isso se protegiam dele
andando com ties acesos durante a noite.

Lobisomem

  Mito de origem europia em que o filho
gerado depois de sete partos consecutivos
nos quais nasceram meninas se
transforma num gigantesco lobo nas
sextas-feiras de lua cheia, exatamente da
meia-noite s duas da madrugada.

<159>
Mula-sem-cabea

  A mulher que faz mal se
transforma em mula-sem-cabea,
como castigo, na noite
de quinta para sexta-feira. (...)
Sai pelos campos soltando fogo
pelas ventas e relinchando.

Negrinho do pastoreio

  O negrinho vaqueiro perdeu um cavalo
baio e foi cruelmente torturado e morto
pelo patro, que depois o atirou em carne
viva sobre um formigueiro. Resgatado por
Nossa Senhora,  tido como o protetor das
pessoas que tenham perdido algo. Mito
bastante popular na regio Sul.
<p>
Saci-perer

  O mais famoso
personagem do folclore
brasileiro tem apenas a perna
esquerda, usa carapua
vermelha e vive pitando um
cachimbo. Gosta de assustar
quem passeia pelas florestas
com inteno de destru-las.
Sua brincadeira predileta 
fingir-se de vaga-lume para
espionar as pessoas. Faz
travessuras tambm dentro
das casas. S detesta mesmo
entrar na gua.

<R+>
Marcelo Duarte. *O guia dos curiosos*. So Paulo: Cia. das Letras, 1999.
<R->

<160>
Curiosidade

  Voc j ouviu falar em simpatias?

  As simpatias fazem parte das tradies populares, rituais feitos
para prevenir algum mal ou curar alguma enfermidade.

<R+>
Nhoque da felicidade

 Ingredientes:
 1 kg de batatas
 2 ovos
 2 colheres (sopa) de margarina
 1  xcara (ch) de farinha de trigo
 1 colher (ch) de sal
 farinha para polvilhar e leo
<R->

Modo de preparar:
  Descasque as batatas e coloque
para cozinhar durante 10 minutos
em uma panela de presso. Em
seguida, escorra as batatas muito
bem e amasse-as com um garfo ou com um espremedor. Adicione
os ovos, o sal, a margarina e coloque a farinha aos pouquinhos at
a massa ficar bem consistente. Cubra de farinha a pia da sua
cozinha, desde que esteja bem limpa e seca. Estenda a massa
nesta superfcie e corte-a em pequenos pedaos, em forma de
cordo. Corte os pedacinhos e enrole-os. Pegue uma panela bem
grande e coloque gua para ferver. Quando a gua atingir o ponto
de fervura, ponha uma pitada de sal e um fio de leo. Coloque as
bolinhas aos poucos e assim que subirem  sinal de que j esto
cozidas. Retire-as com uma escumadeira e escorra bem. Em
seguida  s acrescentar o molho da sua preferncia, pode ser de
tomate ou branco. (Poro: 4 pessoas)
<161>
  O nhoque  um prato mstico que traz muita sorte, j que faz
parte de uma lenda italiana muito antiga. Diz a histria que um
casal de velhinhos em um dia 29 dividiram o prato de nhoque
com um mendigo que pedia comida. Devido a este grande gesto
de bondade, o casal foi recompensado com um monte de moedas
de ouro em sua mesa. A partir desta lenda, o ritual foi se
espalhando por todo o mundo. Assim, para nunca faltar dinheiro
em seu lar, voc deve colocar uma nota de qualquer valor debaixo
do prato e comer 7 nhoques em p, pensando com muita f que o
dinheiro em sua casa s vai crescer. Em seguida, guarde a nota na
sua carteira. Lembre-se de que o ritual deve ser realizado todo dia
29, de preferncia com a mesma nota.

<R+>
*Simpatias superfceis*. So Paulo: Astral, 2004. n.o 1.

 1. Por que o nhoque se tornou um prato especial?
 2. Com o auxlio do professor, responda: por que uma lenda italiana
faz parte da cultura brasileira?
 3. Converse com algum parente mais velho e pergunte se ele
conhece alguma simpatia para dar sorte. Copie-a, traga para a sala de aula e leia para seus colegas.
<R->

<162>
<p>
Vamos ler 2

  Em todo o Brasil, so realizadas festas tpicas nos meses de junho e
julho: so as festas juninas e julinas.
  O momento mais importante da festa  a apresentao da quadrilha,
que inclui o casamento na roa.
  Agora, voc vai ler o roteiro dessa dana.

  O *roteiro*  um texto instrucional que orienta, que indica as etapas
que devem ser seguidas em um determinado procedimento.

  Esse roteiro dar instrues para que a quadrilha seja danada de
acordo com as tradies.

O casamento

  So seis os pares principais de um
casamento caipira, todos vestidos a
carter:
<p>
<R+>
 1. Casal de noivos (o noivo
querendo fugir, a noiva querendo
casar).
 2. Os pais da noiva (o pai com
uma espingarda, a me com um pau
de macarro).
 3. Os pais do noivo (o pai mostrando
nervosismo, esfregando as mos, andando de
um lado para outro; a me mostrando tristeza e
chorando, enxugando as lgrimas com um
lencinho).
 4. Padrinhos do noivo.
 5. Padrinhos da noiva.
 6. O padre com uma velhinha, representando a vov da comunidade.
<R->
  As outras crianas, sempre em pares, sero as convidadas da festana. Para o
casamento, reserve um local do ptio, onde, logo em seguida, ser danada a
quadrilha -- o grande baile caipira que celebra a cerimnia no arraial.

<163>
<p>
A quadrilha

  Ao som de msica tpica, comea a dana:
  As crianas saem do altar cada uma com seu par, de braos dados, formando
duas colunas: meninos atrs do noivo, meninas atrs da noiva. O cortejo d duas
voltas de apresentao na quadra.
  Terminando a segunda volta, as crianas se
encaminham para o centro da pista,
formando duas colunas em linha reta.
  Com os pares separados, um de
frente para o outro, todos danam no
lugar (meninos batendo palmas e
meninas bem graciosas, segurando a
barra da saia).
  *Balanc*! (diz o cantador).
Meninos e meninas continuam a
danar no lugar, um de frente para o
outro.
  *Cavalheiros cumprimentam as
damas*! Meninos com chapu na mo
se adiantam em direo aos respectivos
pares e se curvam um pouco, fazendo o
cumprimento. Sem muita pressa,
voltam de costas aos seus lugares,
sempre danando. Ateno: cuidado com
o alinhamento. Oriente-se pelas crianas
das pontas.
  *Damas cumprimentam os cavalheiros*!
Cada menina se aproxima do seu par,
flexionando as pernas e se abaixando levemente.
Voltam de costas.
  *Grande baile*! Meninos e meninas, cada um com seu par, danam no meio
da pista.
  *Caminho da roa*! De braos dados, os pares, um atrs do outro, do uma
grande volta e fecham a roda.
  *Agora, cavalheiros na frente e damas atrs*! Continuam em roda, um par
atrs do outro. Cada menino passa  frente, pela esquerda.
  *Agora vai complicar! Preparar o caracol*! E depois desfazer! As crianas
continuam a danar uma atrs da outra e formam um amplo caracol. Sem parar
de danar, elas vo abrindo o caracol e formando um grande crculo, com
menina na frente de menino.
  *Passar as damas*! Todos param no lugar e continuam a danar, um atrs do
outro. Os meninos esticam a mo direita sobre o ombro do menino da frente e
levantam a mo esquerda  altura da orelha. As meninas esticam a mo direita,
do um giro na mo esquerda do menino e passam  frente dele. Cada menina
deve chegar at o seu par.
<164>
  *Caminho da roa*! Continua a grande roda, cada um com seu par, de brao dado.
  *Olha a chuva*! Todos pem a mo na cabea.
  *J passou*! Tiram as mos da cabea e fazem algazarra.
  *Mas olha l, a ponte quebrou*! Todos do meia volta e a roda continua em
outra direo.
  *Preparar o tnel*! O passeio em roda prossegue, com o casal de noivos 
frente. Depois de uma volta pela quadra, as crianas formam duas colunas em
linha reta no centro da pista: meninos e meninas, um de frente para o outro, do
as mos, formando um tnel. O primeiro casal a passar pelo tnel  o ltimo
casal da fila. Os noivos so os ltimos a passar, em meio a muita algazarra. Aps
a passagem dos noivos pelo tnel, as crianas voltam a ficar de brao dado com
seu par e seguem os noivos, na grande volta da despedida.

<R+>
Revista *Nova Escola*. So Paulo: Abril, ano II, n.o 13, jun. 1987.

Seguindo as pistas do texto

 1. O roteiro foi dividido em duas partes. Que partes so essas? Que
assuntos so abordados em cada uma?
 2. A quadrilha tambm  dividida em partes, por assuntos, na seqncia
da dana. Escreva a seqncia da quadrilha.
<p>
 3. Releia o texto e diga quantas pessoas, no mnimo, devem danar a
quadrilha.

Discutindo as idias do texto

 1. De acordo com o texto, o casal
de noivos deve ficar na frente da
quadrilha. O que isso significa?
 2. O casamento da quadrilha representa um ritual que teve origem no
interior do pas ou nas grandes cidades brasileiras?
<R->

<165>
Detalhe puxa detalhe

  Os roteiros podem ter diferentes finalidades. Voc j leu um roteiro de
viagem?

  As cidades histricas de Minas Gerais se dividem em dois grupos:
as do Ciclo do Ouro, ao Sul e a Leste de Belo Horizonte, e as do Ciclo
do Diamante, ao Norte da capital. No caminho para o segundo grupo,
na direo de Diamantina, Minas tem atrativos mais antigos ainda: as
esculturas naturais dentro das grutas da Lapinha, Rei do Mato e
Maquin, que remontam ao perodo em que a regio era um imenso
mar, h milhes de anos.
  *Belo Horizonte*, ponto natural de partida, est completando 100
anos em 1997. (...)
  A 96 km da capital, *Ouro Preto* detm o maior e mais bem
preservado conjunto de obras do perodo barroco e o mais
importante acervo do Aleijadinho, que pode ser admirado em suas
vrias igrejas. (...)
  Em *Congonhas*, o
conjunto dos Doze Profetas
e dos Passos da Paixo, de
Aleijadinho,  considerado
Patrimnio da Humanidade
e a obra-prima do artista.
Em *Mariana*, sobressai-se a
bela Catedral Baslica da S
(sc. XVIII).
  Os casares e igrejas de
*So Joo Del Rei* esto bem
cuidados. (...)
  A apenas 12 km de So
Joo est a pequenina
*Tiradentes*, bero do heri
da Inconfidncia e com um
harmonioso conjunto
arquitetnico. (...)

<R+>
*Guia Quatro Rodas Brasil* 97. So Paulo:
Abril, 1997.

<166>
 1. Para que serve um roteiro de viagem?
 2. Saindo de Belo Horizonte, que caminho se deve
percorrer para chegar a Tiradentes?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Trabalhando a oralidade

  Outra manifestao interessante de nosso folclore so os provrbios.
<p>
  *Provrbios* so frases feitas tidas como um bom conselho, vindas
da sabedoria popular.

<R+>
 1. Com um colega, tente, o mais rpido possvel, montar o quebra-cabea
dos provrbios. Quando terminar, mostre ao professor.

 Devagar .....
 Onde h fumaa .....
 Quem tudo quer .....
 Um dia  da caa .....
 Uma mo lava .....
 Quem tem boca .....
 Cada macaco .....
 gua mole em pedra dura .....
 De gro em gro ..... 
  de pequenino .....
 tudo perde.
 a outra.
 a galinha enche o papo.
 vai a Roma.
 h fogo.
 no seu galho.
 tanto bate at que fura.
 e o outro, do caador.
 que se torce o pepino.
 se vai ao longe.

 2. Troque idias com seus colegas e com o professor sobre o sentido de
cada provrbio.
<R->

<167>
Agora voc escreve

  Escolha um provrbio e escreva uma histria com ele. Sua histria
deve terminar com o provrbio escolhido.

Avaliando o texto

  Releia sua histria e responda:
<R+>
 a) H um narrador?
 b) H dilogos?
 c) H um bom conselho na histria relacionado ao provrbio?
<R->

Divertimento

  Voc j reparou nas frases de pra-choques de caminho? Elas
tambm brincam com a linguagem. So frases que traduzem uma idia
divertida, pitoresca, do dia-a-dia das pessoas.
<R+>
 1. Explique o significado de cada uma das frases de pra-choque de
caminho.
<R->

<168>
Detalhe puxa detalhe

  Esta gravura  do artista brasileiro Carlos Scliar. Ele apreciava a cultura
popular e procurou retratar o Brasil em suas obras.

<R+>
_`[{homens tocando instrumentos e um outro fantasiado de boi, danando_`]
 Legenda: Carlos Scliar. Bumba-meu-boi. In: Nereide S. Santa Rosa.
 *Festas*. So Paulo: Scipione, 2003. (A arte de olhar).

_`[{para fazer os exerccios a seguir; pea orientao_`]
<p>
 1. O que voc v nessa gravura?
 2. O que mais chama sua ateno na imagem?
 3. Voc acha que as pessoas que aparecem na gravura esto alegres ou
tristes? Podem estar em uma festa?
 4. Voc sabe o nome da festa folclrica que tem um homem fantasiado
de boi que dana pelo campo, reproduzindo os movimentos do animal?
<R->

<169>
Vamos ler 3

  Voc j conhece vrios personagens do folclore brasileiro, como a Iara,
o Curupira, o Boitat, o Saci-Perer... E o Jurupari, voc conhece?

O Jurupari

  -- A histria de Jurupari vem do norte do Brasil, das tribos de
ndios que vivem na floresta Amaznica. Segundo contam, Jurupari
era um menino diferente dos outros. Para voc ter uma idia, de seu
corpo saam fachos de luz, estrondos de trovo e, com os dedos, ele
podia produzir vrios tipos de sons. Era realmente extraordinrio.
  Tudo comeou quando Jurupari, para afirmar o seu poder, obrigou
toda a tribo a ficar em jejum. Ningum podia comer nada durante um
certo tempo. Algumas crianas, no suportando a fome,
desobedeceram s ordens e comeram. E veja s: elas
foram punidas com a morte por Jurupari.
  Revoltados, os pais das crianas
jogaram Jurupari numa fogueira. De
suas cinzas nasceu, imediatamente, a
palmeira paxiba. Era uma rvore
to alta, to alta, que chegava at
s nuvens.
  Por ela, na mesma noite,
Jurupari subiu ao cu. L
encontrou o Sol, que queria se
casar. Claro que o Sol no se
casaria com qualquer uma: teria
que achar uma mulher perfeita.
Ento, Jurupari foi mandado de
volta para procurar uma noiva
para o Sol, e tambm para mudar
alguns costumes na Terra.
<170>
  Quando chegou aqui, o mundo
era governado pelas mulheres. A
primeira coisa que Jurupari fez foi
passar o governo para a mo dos
homens. Para conseguir isso, criou
festas das quais s os homens
participavam e ensinou-lhes alguns
segredos. Porm, nem todos os
homens podiam conhecer esses
segredos: apenas os fortes, os
corajosos, que sabiam suportar a
dor. Os adolescentes participavam
das tais festas, mas s depois de
passarem por vrias provas de
coragem e resistncia.
  As festas de Jurupari
atravessaram o tempo e acontecem,
at hoje, em algumas tribos da
Amaznia. Nelas, os homens usam
mscaras, danam e tocam
instrumentos de sopro. O principal
deles  uma longa trombeta, feita de
paxiba, a palmeira sagrada, que
produz um som cavernoso e
profundo, de arrepiar.
  As mulheres e os rapazes que
ainda no passaram pelas provas
no podem ouvir esses sons, nem
ver as mscaras, os instrumentos
musicais e os adereos usados pelos
homens nas danas de Jurupari.
  Enquanto isso, at hoje, Jurupari
procura uma noiva para o Sol, que
continua solteiro...

<R+>
Marcelo Xavier. *Mitos: o folclore do Mestre Andr*.
Belo Horizonte: Formato, 1997.
<R->

<171>
<R+>
Seguindo as pistas do texto

 1. Voc j sabe que a lenda  uma narrativa de carter maravilhoso. Cite,
na lenda do Jurupari, um elemento fantstico.
 2. Leia a frase a seguir:
  Para voc ter uma idia, de seu corpo saam fachos de luz,
estrondos de trovo e, com os dedos, ele podia produzir vrios
tipos de sons.
  Quando o autor escreve Para voc ter uma idia, a quem ele est se
dirigindo?
 3. A linguagem utilizada no texto  pessoal ou impessoal? Justifique sua
resposta com um exemplo do texto.

Discutindo as idias do texto

 1. Qual  a origem da lenda do Jurupari?
 2. Com base no texto, voc acha que o Jurupari agiu corretamente ao
obrigar a tribo a ficar em jejum? Por qu?
 3. O texto afirma que as festas de Jurupari ainda so realizadas na
Amaznia. Voc conhece alguma dessas festas?
<R->

<172>
Agora voc escreve

  Com um colega, escreva uma narrativa contando como Jurupari
encontrou uma noiva para o Sol e o que aconteceu depois disso.
  No se esqueam de que vocs estaro escrevendo uma lenda. Assim,
use a linguagem apropriada e elementos fantsticos.

Avaliando o texto

  Troquem seu texto com outra dupla e avaliem:
<R+>
 a) O texto conta como Jurupari encontrou a noiva do Sol?
 b) Trata das conseqncias disso?
 c) Usou a linguagem adequada?
 d) As palavras foram escritas corretamente?
<R->

<173>
Curiosidade

  Cada cidade brasileira possui uma dana que marca sua histria, o
jeito de viver de seus habitantes.
  Conhea duas importantes danas brasileiras.
<p>
Maracatu

  Para quem no sabe, maracatu  um tipo de grupo
carnavalesco que desfila pelas ruas, cantando e danando ao som
de instrumentos de percusso: tambores, chocalhos etc. Essa
manifestao folclrica surgiu em Pernambuco, mas tem origem
africana. O ritmo musical inspirado nessa dana tambm 
chamado de maracatu. H a presena de uma rainha que d um
sabor todo especial. As danas so em louvor da boneca
(calunga), ponto de ateno dos participantes e do pblico.

Pezinho

  O gacho dana o pezinho com bota e espora chilena.
Bombacha. Faca.
  O chapu repousa nas costas. Leno de seda no pescoo. Esse
 o traje tpico do campeiro.
  A mulher -- a prenda -- no tinha trajes tpicos para as
festividades -- inventaram. Saia longa, rodada, cheia de babados.
Tranas e flor nos cabelos.
  Ai bota aqui,
  Ai bota aqui
  O teu pezinho
  O teu pezinho
  Bem juntinho
  Ao p do meu
  E depois no v dizer
  Que voc se arrependeu.

<R+>
*Brasil: Histrias, costumes e lendas*. So Paulo: Trs, 1993.
<R->

  O professor vai dividir a classe em cinco grupos, e cada um deles
vai fazer uma pesquisa sobre danas tpicas de uma regio do pas.

<174>
Agora voc escreve

  Sua cidade tem uma dana ou uma festa tpica?
  Escreva, para um turista, um roteiro mostrando como se dana e se
festeja em sua cidade.
  Primeiro, indique a quantidade de participantes e as roupas que devem
usar; a seguir, informe os movimentos que so feitos na dana ou explique,
em detalhes, como se organiza a festa. Depois, copie um trecho da msica
que  cantada nessas situaes.

Avaliando o texto

<R+>
 a) O roteiro foi dividido em partes?
 b) Apresentou, de maneira detalhada, todas as etapas da dana ou da
festa de sua cidade?
 c) O texto ensina como se deve danar?
 d) As palavras foram escritas corretamente?
<R->

<175>
Uma atividade diferente

  Que tal organizar uma
apresentao de danas folclricas?
  A classe se divide em trs grupos,
e cada um vai organizar a exibio de
uma dana tpica:
 a) Congada
 b) Maculel
 c) Reisado

  Pesquisem como so as msicas e as fantasias de cada dana. Usem
papel crepom, lenos de seda, fitas e retalhos de tecido para fazer as fantasias.
  Dance e... divirta-se muito!

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Segunda Parte

